13.12.07

DESATIVADO

Começo meio e fim, é sempre assim.
Toda sujeira tem seu lugar, tem seu tempo, e seu espaço.

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28.2.07

CARNAVANDO

A tristeza é senhora,
Desde que o samba é samba é assim

A lágrima clara sobre a pele escura,
a noite e a chuva que cai lá fora
Solidão apavora,
tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece,
no quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora

Caetano Veloso


Fevereiro é mês de bloco na rua, os paparazis correm excitados, o brasileiro está na foto e eu me pergunto quanto vale o show? Mas independente da minha opinião carrancuda sobre o carnaval, não posso descordar dessas frases, afinal é cantando que eu também mando a minha tristeza embora... até porque quem sou eu pra descordar do Caetano! RS!!!

Portanto a atualização deste mês segue em ritmo de feriado, apenas três desenhos e uma materia escrita por Renato Palmuti, que além de ilustrador é também o quinto integrante do KISS.

Boa viagem.

SACI DE PLAYBOY

Esse Saci é velho conhecido, apareceu por aqui a algum tempo atraz numa versão lápiz esfumaçado, mas sabe como é hoje em dia né, ninguém resiste a um banho de photoshop!

JAZZ

Um raf (trampo) antigo da época do UP ILUSTRAÇÃO que foi finalizado neste mês, faça sua escolha, vote na melhor versão e concorra a prêmios!


KISS

Mais uma vez, seu Klayton me pediu para expor algo no seu espaço. Beleza!

Desta vez o papo é outro, os temas sugeridos foram: música, show business, mídia musical ou algo relativo ao KISS, que, conforme ele sabe, é meu grupo de paixão.
Bom, então resolvi contar uma estória que reune tudo isso e que mostra que o bom é velho rock´n roll não é feito só de exageros e gente revoltada.

Esta é uma passagem sobre as primeiras investidas do KISS para entrar no universo da música e foi tirada da biografia publicada de Gene Simmons, autor da façanha.
O cara sabia onde queria chegar, tinha uma banda, uma idéia, um tema e até algumas surpresas. Mas precisava ter visibilidade. E então, traçou o plano!
Como todo cara simples que quer ser um rock star, Gene Simmons tinha mais de um emprego durante o dia e ensaiava a noite. Juntamente com contribuições dos outros caras da banda, reuniu recursos para dar uma grande cartada.
Ele mesmo, organizou um concerto de rock. Não se tratava do seu próprio concerto, pois ninguém os conhecia direito, mas sim um concerto com várias bandas, de porte modesto, porém já conhecidas do público, da crítica e do mercado.
A idéia era reunir esse pessoal já reconhecido que iria atrair uma galera para curtir e pessoas importantes, como empresários e contatos das grandes gravadoras.
Na verdade a grana que conseguiram juntar não era suficiente para pagar nenhuma dessas bandas, mas foi bem utilizado para promover o evento, com cartazes, anúncios e toda aquela coisa que chamamos de propaganda.
A condição era que a banda de Gene tocasse no final da apresentação, o que não era muito convencional, mas isso não oferecia nenhum perigo a ninguém , afinal os caras nem eram conhecidos.

O que aconteceu é que o show, ocorreu como o planejado, um número ideal de pessoas compareceu para assistir àquelas bandas legais ali reunidas e resultaram em entradas suficientes para pagar os gastos com as bandas, o aluguel e o pessoal de apoio.
Mas o grande lance foi o inusitado fechamento do concerto. Após assistirem àquelas bandas tocando comportadamente, uma depois da outra, o que as pessoas viram no final foi uma apoteose de rock pesado, com caras pintados de preto e branco, roupas de super-heróis, guitarras flutuantes, explosões e um cara que cuspia sangue e fogo como um artista de circo.

Era um espetáculo que pegou todos de surpresa. Tudo bem, não era a primeira vez que eles faziam isso, mas dessa vez, todas as pessoas certas estavam lá pra ver. E viram.
Foi daí que saíram os contratos para o grupo ingressar como gente grande nesse concorrido mundo do entretenimento.
Com o concerto, os caras do grupo não ganharam praticamente nenhum dinheiro, mas ganharam o direito de serem vistos como criativos e competentes ao invés de loucos e ridículos. Pois muitas vezes, isso só depende do local e do contexto em que se observa (Einsten já falou algo sobre isso).

Bom, sei que sou suspeito para contar essa estória, pois gosto muito de rock e gosto muito de KISS, mas é inegável atestar o brilhantismo de Gene e o poder de um bom planejamento e a coragem de correr os riscos certos. E é claro, acreditar, pois se ele não acreditasse realmente, que o final daquele concerto, seria algo realmente impressionante, talvez hoje KISS fosse somente a tradução em inglês da palavra beijo.

Escrito por Renato Palmuti, olha o trampo do cara abaixo: